No dia 19, pelas dez horas da manhã, S Ex.' com os do seu séquito em machilas, e seguido de uma força de cem sipaes, partiu em direcção á fortaleza de Quiloa, aonde chegou pouco depois do meio dia, sendo recehido pelo destacamento, e cento e cincoenta sipaes em armas, que guarneciam aquclle ponto. Depois de ter examinado a fortaleza e seus arredores, e recolhendo-se a esta para descançar um pouco, pediram os chefes dos sipaes licença para fazerem um batuque, em obsequio a S. Ex.*,ao que o General annuiu. Então os pretos formando um circulo, tão espaçoso quanto lh'o permittia o terreno, e collocando um grande batuque no ponto opposlo e fronteiro áquclle que S. Ex " oceupava, começaram a sua dança ao son deste instrumento, e de uma algazarra infernal que dois pretos de figura athletica, percorrendo constantemente o circulo, sustentavam e animavam por meio de grilos, gestos, ameaças, e não poucas vezes com sua chicotada nos menos enthusiasmados. Esta dança tinha por fim, mostrar ao General os ardis, e manhas que praticam e usam nas suas guerras. Dois outros negros, nunca saíam do ponto onde eslava o tocador do batuque, e com grandes saltos fingiam arremetler com a pessoa do General, (que suppunhani o inimigo, para mais o honrarem) fazendo acção de apontar, descarregar, e carregar as armas, ou de arremessar a zagaia, ou de se servirem da faca, ora de pé, ora de joelhos, ora de braços, deitados, e islo acompanhado de grandes grilos, esbugalhando os olhos, fazendo caretas, com a lingua de fora, finalmente de muitos outros disparates e singularidades, com que elles julgam amedrontar o inimigo, e que ao mesmo tempo que provocam o riso, custa a crer como esta simples gente, ha perlo dc quatrocentos annos em contacto com os portuguezes, vivendo com elles, e em continuas guerras ora a favor, ora contra, conservem ainda costumes selvagens; mas o certo é que os conservam; nem de outra maneira, poderia um punhado de homens repellir milhares de negros, como todos os dias se está vendo. Aos primeiros dançantes seguiram-se outros, que só diferiam na maior ou menor agilidade, até que S. Ex.*, dando ordem para terminar o divertimento, se poz em marcha para a povoação, aonde chegou pelas tres horas da tarde.
FUENTE: (PAG105) Annaes do Conselho Ultramarino . Portugal. Conselho Ultramarino.Imprensa Nacional, 1868
sábado 6 de agosto de 2011
viernes 21 de enero de 2011
Miguel Nunes Vidigal
FUENTE: (PAG 528) Archivo do Distrito Federal: revista de documentos para a historia da cidade ... (1896)Author: Archivo Municipal , Distrito Federal (Brazil). Archivo Municipal, Rio de Janeiro (Federal District) Archivo Municipal, Distrito Federal (Brazil), Publisher: Archivo Municipal, Year: 1896, Language: Portuguese
sábado 8 de enero de 2011
1669- BAHÍA-Indicio de primeros CAPANGAS
pag- 61- 62 The Country about Bahia. An. 1669.
(traducción del pesquisador)..............tiene frecuente Comercio con Angola y otras partes de Guinea, que dan un suministro constante de los negros, tanto para las plantaciones como para la Ciudad. …………El negro-esclavo en esta ciudad son tan numerosos, que constituyen la mayor parte de los habitantes: cada casa, como he dicho, hay, tanto hombres como mujeres. Muchos de los portugueses………………saben el peligro que se encuentran si alguna vez les dan algún motivo de celos con sus mujeres. ……Estos esclavos de ambos sexos se dedican a hacer, con facilidad, cualquier acto por la fuerza o travesura, incluso al asesinato, si son contratados para hacerlo, especialmente en la noche: por lo que, envié a mis hombres a bordo tan pronto como pude; para uno de los buques del rey francés que estaba aquí; habían muerto varios hombres por ellos en la noche, ya que se informó de manera creíble.
FUENTE: Voyage to Nem Holland, &c. In the Year, 1699. VOL. III.By Captain William Dampier, LONDON: Prrinted for James Knapton at the Crown in St. Paulss , Church-yard, 1703.
(traducción del pesquisador)..............tiene frecuente Comercio con Angola y otras partes de Guinea, que dan un suministro constante de los negros, tanto para las plantaciones como para la Ciudad. …………El negro-esclavo en esta ciudad son tan numerosos, que constituyen la mayor parte de los habitantes: cada casa, como he dicho, hay, tanto hombres como mujeres. Muchos de los portugueses………………saben el peligro que se encuentran si alguna vez les dan algún motivo de celos con sus mujeres. ……Estos esclavos de ambos sexos se dedican a hacer, con facilidad, cualquier acto por la fuerza o travesura, incluso al asesinato, si son contratados para hacerlo, especialmente en la noche: por lo que, envié a mis hombres a bordo tan pronto como pude; para uno de los buques del rey francés que estaba aquí; habían muerto varios hombres por ellos en la noche, ya que se informó de manera creíble.
FUENTE: Voyage to Nem Holland, &c. In the Year, 1699. VOL. III.By Captain William Dampier, LONDON: Prrinted for James Knapton at the Crown in St. Paulss , Church-yard, 1703.
sábado 1 de enero de 2011
1574-SAO THOMÉ- Rebelión de Aquilombados (Angolares) propietarios pasan a Brasil
Ensaios sobre a statistica das possessões portuguezas na Africa occidental e oriental; na Asia occidental; na China, e na Oceania: escriptos, José Joaquim Lopes de Lima, Francisco Maria Bordalo,
Imprensa nacional, 1844
(pág 11) . Thomé se viu em 1567 roubada por corsários Francezes (a quem o saco todavia custou muitas vidas); e logo no anno de 1574 soffreu a rebelliao intestina dos Angolares, (2) que unidos a muitos Escravos seus compatriotas destruíram, e queimaram grande numero de Engenhos, cujos Proprietários se passaram logo ao Brazil com as riquezas, que lhes restavam..........................
(2) Os Angolares descendiam d'Escravos vindos em um Navio d'Angola, que deu & Costa nesta Ilha antes do meado do século 16.°: acolheram-se aos matos, aonde propagaram, e desde 1574 começaram a inquietar os nossos tao terrivelmente em continuos rebates, queimando Engenhos, roubando Fazendas, etc. que por mais de um seculo foi mister fazer-lhs a guerra no mato. Hoje estao domesticados, e vivem na Villa de Santa Cruz na Angra de S. João, e na sim cercania.. . Coniervar-lhe-hei no decurso desta Obra esta designaçao peculiar, por que lá são conhecidos... Angolenses» seria melhor Portuguez, mas confundia-os com a gente de Angola.
http://books.google.es/books?id=MKVCAAAAYAAJ&printsec=frontcover#v=onepage&q&f=false
Imprensa nacional, 1844
(pág 11) . Thomé se viu em 1567 roubada por corsários Francezes (a quem o saco todavia custou muitas vidas); e logo no anno de 1574 soffreu a rebelliao intestina dos Angolares, (2) que unidos a muitos Escravos seus compatriotas destruíram, e queimaram grande numero de Engenhos, cujos Proprietários se passaram logo ao Brazil com as riquezas, que lhes restavam..........................
(2) Os Angolares descendiam d'Escravos vindos em um Navio d'Angola, que deu & Costa nesta Ilha antes do meado do século 16.°: acolheram-se aos matos, aonde propagaram, e desde 1574 começaram a inquietar os nossos tao terrivelmente em continuos rebates, queimando Engenhos, roubando Fazendas, etc. que por mais de um seculo foi mister fazer-lhs a guerra no mato. Hoje estao domesticados, e vivem na Villa de Santa Cruz na Angra de S. João, e na sim cercania.. . Coniervar-lhe-hei no decurso desta Obra esta designaçao peculiar, por que lá são conhecidos... Angolenses» seria melhor Portuguez, mas confundia-os com a gente de Angola.
http://books.google.es/books?id=MKVCAAAAYAAJ&printsec=frontcover#v=onepage&q&f=false
viernes 31 de diciembre de 2010
lunes 27 de diciembre de 2010
1865-Entrada de Capoeiras livres
Anais do Senado, Volumen 1 ,Brazil. Congresso Nacional. Senado Federal, Brazil. Parlamento. Senado, Impr. Nacional, 1865
SESSAO EM 12 DE JUNHO DE 1865(PAG67)
ORDEM DO DIA
Basta o mal que nos causou a nio exei-ução da referida lei de 1831, que determinou que os africanos apprehendidos fosêem transportados para logares donde vierão e que o govemo achava-se autorisado a fazer um tratado com as autoridades da costa d'Africa, afim de os receber. O governo não cumpriu a lei, e pretextou que as autoridades africanas os não queriao receber, e que seria deshumano lança-los em um paiz bárbaro e sem protecção; nada disso era exacto, porque muitas embarcaçoes têm sabido dos nossos portos carregadas de africanos libertos, que voluntariamente se têm transportado para a costa de África, sem que se dessem os inconvenientes que allegou o governo para serem transportados os africanos apprehendidos depois da cessação do trafico.
Hás o que é de notar é que o governo, em vez de proteger a sabida desses africanos, que voluntariamente procurão partir para a África, ao contrario, porta-se indifferente aos embaraços que encontrão os mesmos africanos.
Senhores,eu procurei saber de alguns africanos que tinhao de partir para a costa de África, quanto lhes custava o passaporte ; disserão-me que custava na policia 18$. Entendo, pois, que o governo deve dar providencias para que se dém de graça esses passaportes aos africanos que quiserem sahir do Brasil, e o governo que recebeu uma grande somma dos seus salários não se deve negar a este beneficio. Não digo que a policia exija I8$, mas o que é verdade è que atravessadores, ou corretores augmentao as difficuldades a esses africanos que não sabem e nem podem entrar livremente nas repartições e sujeitão-os a pesadas exigências.
Entendo, pois. que o governo na concessão que o corpo legislativo faz desta subvenção de 200:0000$, deve estabelecer algumas condições, algumas medidas para que não se augmente os ladroes de quimtaes, os capoeiras, os seductores de nossas escravas; e isto, senhores nos fará maior mal do que quantos projectos se possa apresentar aqui no senado acerca da escravidão.
http://books.google.es/books?pg=RA5-PA13&dq=capoeiras&id=11cPAQAAIAAJ#v=onepage&q=capoeiras&f=false
SESSAO EM 12 DE JUNHO DE 1865(PAG67)
ORDEM DO DIA
Basta o mal que nos causou a nio exei-ução da referida lei de 1831, que determinou que os africanos apprehendidos fosêem transportados para logares donde vierão e que o govemo achava-se autorisado a fazer um tratado com as autoridades da costa d'Africa, afim de os receber. O governo não cumpriu a lei, e pretextou que as autoridades africanas os não queriao receber, e que seria deshumano lança-los em um paiz bárbaro e sem protecção; nada disso era exacto, porque muitas embarcaçoes têm sabido dos nossos portos carregadas de africanos libertos, que voluntariamente se têm transportado para a costa de África, sem que se dessem os inconvenientes que allegou o governo para serem transportados os africanos apprehendidos depois da cessação do trafico.
Hás o que é de notar é que o governo, em vez de proteger a sabida desses africanos, que voluntariamente procurão partir para a África, ao contrario, porta-se indifferente aos embaraços que encontrão os mesmos africanos.
Senhores,eu procurei saber de alguns africanos que tinhao de partir para a costa de África, quanto lhes custava o passaporte ; disserão-me que custava na policia 18$. Entendo, pois, que o governo deve dar providencias para que se dém de graça esses passaportes aos africanos que quiserem sahir do Brasil, e o governo que recebeu uma grande somma dos seus salários não se deve negar a este beneficio. Não digo que a policia exija I8$, mas o que é verdade è que atravessadores, ou corretores augmentao as difficuldades a esses africanos que não sabem e nem podem entrar livremente nas repartições e sujeitão-os a pesadas exigências.
Entendo, pois. que o governo na concessão que o corpo legislativo faz desta subvenção de 200:0000$, deve estabelecer algumas condições, algumas medidas para que não se augmente os ladroes de quimtaes, os capoeiras, os seductores de nossas escravas; e isto, senhores nos fará maior mal do que quantos projectos se possa apresentar aqui no senado acerca da escravidão.
http://books.google.es/books?pg=RA5-PA13&dq=capoeiras&id=11cPAQAAIAAJ#v=onepage&q=capoeiras&f=false
martes 21 de diciembre de 2010
1497- CABO BUENA ESPERANZA- Arco Musical descrito por el diarista de Vasco de Gama
C’est en musique, plus précisément au son d’un orchestre de flûtes, qu’un groupe de « Noirs » accueillit Vasco de Gama et son équipage dans la baie de São Bras (aujourd’hui Mossel Bay), non loin du Cap de Bonne Espérance, le 2 décembre 1497.
Le diariste de Vasco de Gama ne s’est pas contenté d’évoquer la musique jouée par les Noirs, mais en a proposé une description à la fois imagée et précise. C’est qu’il y a sans doute repéré un certain nombre d’éléments communs à la musique occidentale de la fin du xve siècle, en tout premier lieu les flûtes, lesquelles
« concertent », organisées en orchestre de quatre ou cinq instruments, une formation connue alors en Europe occidentale. En outre, chacune étant limitée à un seul son « haut » ou « bas », ces flûtes devaient très certainement jouer ensemble en hoquet, un procédé de composition utilisé dans la musique du Moyen-Âge et
de la Renaissance 7 et que le diariste de Vasco de Gama connaissait sans doute. Mais est-ce la sonorité éclatante de l’orchestre de flûtes, son organisation structurée ou bien sa proximité (relative) avec la musique occidentale de l’époque qu’il apprécia, écrivant à ce propos que les musiciens « concertent fort bien 8 »?
Dès la création de la colonie du Cap par les Hollandais au xviie siècle, les flûtes, et quelques autres instruments comme le gom-gom, la goura (arcs musicaux) et le rommelpot (tambour fait d’un récipient en terre ou en bois recouvert d’une peau d’animal 9) devinrent typiques des populations autochtones. Le gom-gom fit ainsi à lui seul l’objet d’une entrée dans l’Encyclopédie de Diderot et d’Alembert 10 :
« Gomgom, (Luth.) Les Hottentots ont aussi un instrument de musique qu’ils appellent gongom, & qu’on dit leur être commun avec toutes les nations nègres qui sont sur la côte occidentale d’Afrique. Le gongom des Hottentots est de deux sortes. Le petit & le grand. Le petit gongom est un arc de fer ou de bois d’olivier, tendu par le moyen d’une corde de boyaux, ou de nerf de mouton, suffisamment séché au soleil. À l’extrémité de l’arc, on attache d’un côté le tuyau d’une plume fendue, & on fait passer la corde dans la fente. Le musicien tient cette plume dans la bouche lorsqu’il joue de son instrument, & les différents tons du gongom viennent des différentes modulations du souffle. Le grand gongom ne diffère du petit que par la coque d’une noix de coco, dont on a coupé la partie supérieure, & qu’on fait passer dans la corde par deux trous avant que l’arc soit tendu. En touchant l’instrument on pousse cette coque plus ou moins loin de la plume, suivant le ton qu’on veut produire. […]. J’avoue naturellement que je ne conçois pas comment la plume fendue, ni la noix de coco, peuvent produire différents tons ».
7. On pense bien sûr à la Messe de Guillaume de Machaut. Cette technique est également présente aujourd’hui dans les orchestres de flûtes de plusieurs populations sur tous les continents (notamment les Wayana et Wayampi de Guyane et du Brésil, les populations montagnardes du Vietnam ou bien encore les habitants des îles Salomon).
8. D. Peres (1945 : 8).
9. Le rommelpot est communément traduit par « tambour à friction ». Or, si l’on regarde attentivement les documents iconographiques du xviiie siècle, notamment ceux intégrés à l’ouvrage de Peter Kolb, on s’aperçoit que certains spécimens sont bien à friction (son produit par la friction d’un lacet de peau qui troue la peau et qui est actionné par l’instrumentiste) tandis que d’autres sont de simples tambours à membrane unique (son produit par le battement des mains de l’instrumentiste sur la membrane).
10. D. Diderot et D’Alembert (1777 : 244, vol. 20 suppl. III) d’après P. Kolb (1741 pour l’édition française de la Description du Cap de Bonne Espérance). Pour une analyse détaillée de ces sources, voir F.-X. Fauvelle-Aymar (op. cit. : 291-293).
FUENTE: PAG 197: Archives Khoisan : l’histoire comme champ de la musique par Emmanuelle OLIVIER
Verdier Afrique & histoire 2006/2 - N° 6 ISSN 1764-1977 ISBN 2-86432-474-1 pages 195 à 224
http://www.cairn.info/article.php?ID_REVUE=AFHI&ID_NUMPUBLIE=AFHI_006&ID_ARTICLE=AFHI_006_0195&REDIR=1
Le diariste de Vasco de Gama ne s’est pas contenté d’évoquer la musique jouée par les Noirs, mais en a proposé une description à la fois imagée et précise. C’est qu’il y a sans doute repéré un certain nombre d’éléments communs à la musique occidentale de la fin du xve siècle, en tout premier lieu les flûtes, lesquelles
« concertent », organisées en orchestre de quatre ou cinq instruments, une formation connue alors en Europe occidentale. En outre, chacune étant limitée à un seul son « haut » ou « bas », ces flûtes devaient très certainement jouer ensemble en hoquet, un procédé de composition utilisé dans la musique du Moyen-Âge et
de la Renaissance 7 et que le diariste de Vasco de Gama connaissait sans doute. Mais est-ce la sonorité éclatante de l’orchestre de flûtes, son organisation structurée ou bien sa proximité (relative) avec la musique occidentale de l’époque qu’il apprécia, écrivant à ce propos que les musiciens « concertent fort bien 8 »?
Dès la création de la colonie du Cap par les Hollandais au xviie siècle, les flûtes, et quelques autres instruments comme le gom-gom, la goura (arcs musicaux) et le rommelpot (tambour fait d’un récipient en terre ou en bois recouvert d’une peau d’animal 9) devinrent typiques des populations autochtones. Le gom-gom fit ainsi à lui seul l’objet d’une entrée dans l’Encyclopédie de Diderot et d’Alembert 10 :
« Gomgom, (Luth.) Les Hottentots ont aussi un instrument de musique qu’ils appellent gongom, & qu’on dit leur être commun avec toutes les nations nègres qui sont sur la côte occidentale d’Afrique. Le gongom des Hottentots est de deux sortes. Le petit & le grand. Le petit gongom est un arc de fer ou de bois d’olivier, tendu par le moyen d’une corde de boyaux, ou de nerf de mouton, suffisamment séché au soleil. À l’extrémité de l’arc, on attache d’un côté le tuyau d’une plume fendue, & on fait passer la corde dans la fente. Le musicien tient cette plume dans la bouche lorsqu’il joue de son instrument, & les différents tons du gongom viennent des différentes modulations du souffle. Le grand gongom ne diffère du petit que par la coque d’une noix de coco, dont on a coupé la partie supérieure, & qu’on fait passer dans la corde par deux trous avant que l’arc soit tendu. En touchant l’instrument on pousse cette coque plus ou moins loin de la plume, suivant le ton qu’on veut produire. […]. J’avoue naturellement que je ne conçois pas comment la plume fendue, ni la noix de coco, peuvent produire différents tons ».
7. On pense bien sûr à la Messe de Guillaume de Machaut. Cette technique est également présente aujourd’hui dans les orchestres de flûtes de plusieurs populations sur tous les continents (notamment les Wayana et Wayampi de Guyane et du Brésil, les populations montagnardes du Vietnam ou bien encore les habitants des îles Salomon).
8. D. Peres (1945 : 8).
9. Le rommelpot est communément traduit par « tambour à friction ». Or, si l’on regarde attentivement les documents iconographiques du xviiie siècle, notamment ceux intégrés à l’ouvrage de Peter Kolb, on s’aperçoit que certains spécimens sont bien à friction (son produit par la friction d’un lacet de peau qui troue la peau et qui est actionné par l’instrumentiste) tandis que d’autres sont de simples tambours à membrane unique (son produit par le battement des mains de l’instrumentiste sur la membrane).
10. D. Diderot et D’Alembert (1777 : 244, vol. 20 suppl. III) d’après P. Kolb (1741 pour l’édition française de la Description du Cap de Bonne Espérance). Pour une analyse détaillée de ces sources, voir F.-X. Fauvelle-Aymar (op. cit. : 291-293).
FUENTE: PAG 197: Archives Khoisan : l’histoire comme champ de la musique par Emmanuelle OLIVIER
Verdier Afrique & histoire 2006/2 - N° 6 ISSN 1764-1977 ISBN 2-86432-474-1 pages 195 à 224
http://www.cairn.info/article.php?ID_REVUE=AFHI&ID_NUMPUBLIE=AFHI_006&ID_ARTICLE=AFHI_006_0195&REDIR=1
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